ATLAS OU O GAIO SABER INQUIETO - O olho da história, III

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Entre 1924 e 1929, Aby Warburg fez e refez incessantemente o seu famoso atlas de imagens Mnemosyne, composto por 63 pranchas e mais de mil imagens. A esse projeto Didi-Huberman responde com uma montagem de "grandes planos", examinando as suas metamorfoses: da rememoração do destino trágico do titã Atlas que os deuses do Olimpo  condenaram a carregar o peso do mundo, pasando, por exemplo, pela "razão" imaginativa dos Disparares de Goya, pela "gaia ciência" de Nietzsche, pela "imagem dialética de Benjamin, até as montagens de Duchamp e Godard. A partir de Warburg, este ensaio propõe-nos uma outra legibilidade, metodológica e crítica, sobre a memória inquieta das imagens, os disparates da cultura visual e os desastres da história.