ARTE AFRICANA

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Em pouco mais de cem anos, mudaram-se várias vezes as percepções do lugar e da importância das obras e dos artistas africanos naquilo que podemos chamar de museu imaginário do Ocidente. De início, não se reservava para o que se produzira e continuava a produzir-se na África mais do que um pouco de espaço dedicado ao excêntrico, ao curioso, ao esdrúxulo e, até mesmo, ao rudimentar e ao grotesco. Mas é certo, por outro lado, que já no começo do Novecentos a escultura africana fora acolhida com entusiasmo por alguns jovens artistas europeus, que nela viram o exemplo, quando não a inspiração e o modelo, para traçar o rumo de suas próprias criações. Esses artistas, que se tornariam os grandes nomes do século XX - e falo de Vlaminck, Derain, Matisse, Kirchner, Picasso, Braque, Juan Gris, Brancusi, Lipchitz e Modigliani -, repetiram o que se passara, séculos antes, com Donatello, Luca della Robbia, Sansovino e outros italianos do alvorecer do Renascimento ao redescobrirem a Grécia antiga: mudaram a direção das artes plásticas do Ocidente. [...] Felizmente, Frank Willett pôs à nossa disposição, neste livro, um grande número de perguntas, hipóteses e exemplos, para ajudar nossa imaginação a entender como os artistas africanos tentaram pagar com a beleza por eles criada a beleza do mundo [...] para responder às mudanças e demandas da África de nosso tempo. Do texto de apresentação de Alberto da Costa e Silva