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HERÓI DE ATARI
Em seu quarto livro de poesia, Leonardo Marona inventa a trajetória de um herói pixelado, paupérrimo, pele pouca e punho forte, diante dos golpes de Estado e das grandes cidades. Um herói que é também meu, nosso, porque faz o corpo de símbolo e arma nessa guerra entre nós e os homens de terno – estes também vestidos com suas armaduras engravatadas. Apesar de não trazer subtítulos, ilustrações de alexander rodchenko dividem o livro em três partes: na primeira, há a apresentação do herói, que toma banho e apara os pelos do nariz porque vai ao matadouro; ou que observa as pombas sujas e alegres depois do temporal e transforma em um novo mantra o desejo de também ser sujo e alegre depois dos temporais. Já na segunda, questões atualíssimas são discutidas, como as manifestações verde-amarelas e a semelhança dos nossos tempos com outros que o país já enfrentou. A terceira parte do livro, por sua vez, traz uma resignação inteligente, não desistente, mas povoada de vozes: um pedido de ajuda à mãe já falecida, uma música do charly garcía, um poema azul para paul celan. Nela, fica claro que não há uma saída para o desmoronamento dessa figura [que nunca foi] heroica, mas que o que o autor nos sugere são possíveis saídas diante de uma persistente crise – uma crise constitutiva.
Não à toa, o projeto gráfico do livro mescla referências modernas – o construtivismo russo, a ficção científica oitocentista – à contemporâneas – seu tamanho é proporcional ao da fita de Atari, e a coloração manual dos cortes do livro intensifica essa semelhança; ou ainda, a cidade hiperpovoada contemporânea que invade a figura masculina na capa. Na revolta dos poemas, revolta-dez-horas-de-trabalho-merda-por-dia, revolta-falta-de-visceralidade-nos-seus-contemporâneos, está a jovialidade de Leonardo Marona. Jovialidade que falta aos mais jovens que ele e que prova olhos atentos aos vultos do nosso tempo.
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