Jogo das Horas

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Segundo Tarso de Melo, autor do texto de orelha: “O poeta que escreve JOGO DAS HORAS escreve também (para abusar da assonância) contra o jugo das horas: (d)escreve em detalhes, quer fixar, quer deter a memória no papel, recompor em palavras o mundo e o tempo antes que se percam. Essa luta é revelada em versos de Júlio que valem como uma espécie de poética pessoal: ‘sem novo vocabulário/ mas descrevendo/ com minúcia/ o crescente descoramento’”. Ronald Polito, na contracapa, diz que “Sua caligrafia é sobretudo a da música, que se espalha por todos os lados e referências, o que permite observar suas tentativas de ritmo, melodia, harmonia, som, ruído e, principalmente, silêncio. A outra face dos descompassos é o silêncio ‘de amargar’, substancial entre estrofes, entre versos, conferindo consistência aos vazios, às lacunas nas experiências vividas.”

Júlio Abreu é designer gráfico. Formou-se em letras e design gráfico. Cursa doutorado em letras (CEFET-MG), onde pesquisa a poesia de Augusto de Campos. Editou, com Ricardo Novais, a coleção de poemas e desenhos Relógio do Rosário. Organizou o livro Sobre ler, escrever e outros diálogos, com artigos de Bartolomeu Campos de Queirós (Autêntica Editora, 2012), que foi considerado Altamente Recomendável FNLIJ 2013, na categoria Teórico. Jogo das horas recebeu Menção Honrosa no Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte/2006.