RUMOR DE PETALA

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Rumor de pétala é o terceiro livro de poesia publicado na Scriptum por Wagner Moreira, que é doutor em literatura de línguas portuguesa, professor e editor, membro do conselho editorial da Scriptum. Antes, publicou Transversos (2003) e Solos (2015). O Grupo Editorial Scriptum traz a público mais um livro de poemas, no dia 23 de setembro, sábado, a partir das 11h30. O título Rumor de pétala inaugura o selo Edições Alma de Gato, não exclusivo à poesia ou à literatura, já que o selo busca abranger “ o espaço de divulgação de obras que reflitam o desejo do público de conhecer diversos temas socioculturais, acadêmicos e artísticos que vigoram no meio social contemporâneo”. Tratam-se, portanto, de edições que tendam a explorar um campo talvez um pouco mais difuso das produções culturais. Nesse sentido, o conjunto de poemas de Rumor de pétala, estruturados com base no haiku, tendem a uma perquirição de temas fundamentais do ser: amor, morte e poesia, e esta como um dispositivo crítico que ajuda a refundar
a vida. Há assim vários poemas que, como na tradição lírica japonesa, ligam os elementos da natureza a essa tentativa de compreensão cósmica do ser: “atravessar qualquer estação /
perfume de flor / venta o verso”(p. 93),

ou acentuando os links dessa tradição lírica:

“um pátio de sombra/ a poesia é velha/ o
puro cheiro de lilás”(p. 193).

Justamente, talvez, por tentar renovar a experiência do haiku com seus “poemas-experimento” e com versos que trazem uma força do pensamento, Rumor de pétala se mostra adequado à inauguração do selo. Os poemas brincam com a delicadeza, mas fazem com que, através dessa simbologia poética, confrontemos temas pesados, como a morte: “respirar vertiginosos/ mares sepulcrais / fluxos flores” (p. 65). Mas o leitor há de descobrir jogos interessantes da criação poética de Wagner (assinado pelas consoantes), num processo de entrelaçamento ou interpolação intratextual dos poemas que compõem o livro. Vale ressaltar que o projeto gráfico assinado por Gabrielli Ambrozio apresenta duas capas, com as quais foram impressos os exemplares. O leitor pode assim escolher entre uma capa clara e limpa, evocando pela imagem uma árvore, sem folhas, sem flores, e outra capa, cuja imagem sugere a árvore por suas raízes, essa um pouco mais opaca. Ambas as imagens, porém, podem despertar em seu potencial simbólico a imaginação do leitor, partindo pela via da árvore ou do rizoma, conforme os conceitos deleuzianos.